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O MEU PRIMEIRO FITEI

MAPA | COEXISTIMOS - 31 de outubro e 1 de novembro - THSC


TEATRO HELENA SÁ E COSTA

31 de outubro e 1 de novembro

O MEU PRIMEIRO FITEI

O FITEI celebra, pela primeira vez, o minifestival O MEU PRIMEIRO FITEI, uma iniciativa dedicada, sobretudo, ao público infanto-juvenil e às suas famílias.

Com a criação deste festival procuramos estimular um acesso mais diverso e inclusivo às artes performativas, bem como dar a conhecer a dinâmica de festival a um público mais jovem. Mantendo o foco no teatro de expressão ibérica, O MEU PRIMEIRO FITEI assina também com uma das marcas distintivas do FITEI: procura constituir um espaço de reflexão e questionamento através das artes performativas, dando-as a ver como um veículo para as grandes questões da contemporaneidade.

Na sua edição de 2020, O MEU PRIMEIRO FITEI inclui dois espetáculos nacionais: MAPA, de Fernando Mota, um espetáculo multidisciplinar sobre os conceitos de território e fronteira, pertença e liberdade e COEXISTIMOS, de Inês Campos, um espetáculo mais experimental, uma colagem de metáforas sobre o desafio de ser só um e querer ser tantos.

(Texto extraído da página de apresentação de O MEU PRIMEIRO FITEI. Aceder ao texto completo aqui...

 

MAPA - Contos e Cantos para a Infância

Sábado, 31 de outubro; domingo, 1 de novembro - 11h00

 

Na sua génese está a pesquisa de histórias de resistência e evasão em países e territórios em guerra, de povos ocupados ou exilados, com especial enfoque nos universos feminino e infantil.

Criado a partir de textos originais, poesia oral de mulheres afegãs, um poema de Eduardo Galeano, músicas e sonoridades de várias culturas de África e do Médio Oriente, desenhos de crianças de Darfur e outros materiais plásticos, procura fazer uma reflexão sobre os conceitos de território e fronteira, de pertença e de liberdade.

MAPA é um espectáculo multidisciplinar. Cruza várias linguagens e expressões como a música, a poesia, o teatro, as artes plásticas e o video para criar um objecto performativo poético e imersivo que conta estórias e fragmentos de estórias de várias geografias.

MAPA estreou em Março de 2018 no Teatro S. Luiz e desde então já realizou mais de 50 apresentações em Aveiro, Bragança, Guimarães, Lapa do Lobo, Leiria, Loulé, Montemor-o-Novo e Torres Novas e já tem apresentações marcadas em várias outras cidades portuguesas.

 

Criação e Interpretação: Fernando Mota

 

COEXISTIMOS

Sábado, 31 de outubro; domingo, 1 de novembro - 16h00

Coexistimos é uma colagem de metáforas sobre o desafio de ser só um e querer ser tantos. Ser o tigre e o domador, um palhaço triste e um ataque de riso, viver vários corpos, querer ser a realidade dos seus sonhos. Como uma onda no mar, passar por estados temporários e estar inteiramente presente em cada um deles. O vaguear é um fim em si mesmo, Um frenesi tão bom que parece magia. E é, claro.
Exprime a crença firme de que as artes são promíscuas e gostam da companhia umas das outras. Tem dança, teatro, cinema, manipulação de objectos, arquitectura em movimento e artifícios variados que tentam criar uma sucessão de ilusões.
Assume a forma de 11 quadros, com linguagens que procuram manter-se autónomas e a salvo de contaminação mútua, e que surgem como pop-ups, cortando amarras com o bloco precedente e nada antecipando aquele que se
lhe há-de seguir.

É um desafio:
1 - Congelar um momento no mundo e viver vários corpos: suas caras, objectos, ecossistemas, cérebro e coração.
2 - Multiplicar as perspectivas de cada situação por meio de passagens rápidas por uma multitude de personagens ou de estados temporários não ligados entre si e todos eles equiparados
3 - Expor o ego como se fosse uma onda no mar, que vemos avançar, mas não corresponde, na realidade, a água que avança, é uma ilusão. É apenas o efeito que resulta por várias porções de água executarem um movimento circular que vão transmitindo a outras porções de água à sua frente.
4 - Ligação intuitiva entre as coincidências e por livre associação de ideias.
5 - Revisitar o passado através de sonhos escritos, desafios, definições de beleza, cartas em papel, personagens, bichos, sinalética da estrada, letras de canções, esquemas, polifonias.
6 - Usar uma linguagem visual com base numa colagem de metáforas que representam sonhos, coisas descaradamente autobiográficas, memórias de infância e obsessões repletas de simbolismos ocultos, fetiches e imagens de animais.
7 - Interpretar a realidade como se fosse uma metáfora que, a partir do que é do domínio dos sentidos, nos revela o que a transcende. As metáforas ajudam a que o intelecto deixe de «obscurecer» a mente com as suas interpretações lógicas, permitindo que se possa intuir, na vida, a manifestação do que nela há de mais profundo e misterioso.
8 - Acreditar sinceramente em qualquer coisa a cada momento. Depois deixar que aquilo em que acreditamos vá mudando. O objectivo da vida é viver feliz. O vaguear é um fim em si mesmo.

 

Concepção: Inês Campos

Interpretação: Inês Campos e Filipe Fernandes

 

Autor

antoniogorgal@esmae.ipp.pt

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