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Publicado em: 13 Março 2026

Conversa com Compositores: Síntese - Grupo de Música Contemporânea

27 de março, entre as 10h e as 12h, na sala 2.9.

No próximo dia 27 de março, a sala 2.9 da ESMAE será o lugar de encontro com um dos coletivos mais ativos da música contemporânea em Portugal. Entre as 10h00 e as 12h00, o grupo Síntese partilha a sua vasta experiência de duas décadas na vanguarda da criação musical.

Duas décadas a desenhar a música do futuro

Fundado em 2006, o Síntese – GMC consolidou-se como uma peça fundamental no ecossistema cultural português. O grupo carrega no currículo a estreia absoluta de mais de 70 obras, a grande maioria fruto de encomendas diretas a compositores portugueses ou radicados em Portugal.

Nomes sonantes como João Pedro Oliveira, Cândido Lima, Christopher Bochmann, Ângela da Ponte e Vasco Mendonça são apenas alguns dos criadores que confiaram ao grupo a primeira audição das suas partituras. Esta diversidade estética é, aliás, a marca identitária do coletivo, que não se prende a uma única corrente, preferindo explorar as múltiplas visões da música do nosso tempo.

 

Síntese – Grupo de Música Contemporânea

Constituído em 2006, o Síntese – Grupo de Música Contemporânea (Síntese – GMC) é um dos mais activos grupos de música contemporânea em Portugal. Desde a sua fundação fez a estreia absoluta de mais de 70 obras, na sua maioria resultado de encomendas a compositores portugueses ou radicados em Portugal de diferentes gerações e visões estéticas, tais como João Pedro Oliveira, Cândido Lima, Eduardo Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis, Sérgio Azevedo, Pedro Amaral, Christopher Bochmann, Amílcar Vasques Dias, José Carlos Sousa, Jaime Reis, Dimitris Andrikopoulos, Fernando Lapa, António Chagas Rosa, Ângela Lopes, Ana Seara, Vasco Mendonça, Sara Carvalho, Inès Badalo, Tiago Derriça, Carlos Marecos ou Ângela da Ponte, entre muitos outros.

O Síntese estreou também a peça Itinerario do compositor espanhol Jesús Torres, uma encomenda da Sociedad Filarmónica de Badajoz no âmbito do XII Ciclo de Música Actual daquela cidade.

Desde 2007 tem vindo a organizar festival homónimo “Síntese”. Nas suas 19 edições este festival contou com nomes relevantes da cena musical contemporânea nacional e internacional, para além de um conjunto de actividades de natureza pedagógica e de enquadramento no meio social em que se realiza.

Entre as actividades pioneiras do Síntese – GMC destacam-se a realização do projecto de criação em contexto comunitário rural “Vanguarda na Aldeia” e o Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea.

O Síntese – GMC levou já a música contemporânea portuguesa a Madrid, Sevilha, Badajoz (Espanha), Estrasburgo (França), Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia (Brasil), Olomouc (República Checa), Milão (Itália), La Habana (Cuba), Thessalonica (Grécia) e Harbin (China).

O Síntese – GMC editou dois CD: “2010”, com obras de C. Bochmann, A. Vasques Dias, J. Carlos Sousa e E. Patriarca (em 2010), e “Poiesis”, com obras de A. Chagas Rosa, C. Bochmann, A. Pinho Vargas e F. Lapa (em 2019).

O Síntese mantém relações estreitas com vários municípios portugueses, conservatórios, escolas profissionais de música, e universidades como a Universidade Politécnica ESART de Castelo Branco.

O trabalho do Síntese foi reconhecido pelo Governo Português e o grupo é financiado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto para os quadriénios de 2023 – 2026, e de 2027 – 2030.

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