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Publicado em: 29 Janeiro 2026

Malícia Insaciável

31 de janeiro, às 16h00 e às 19h00, na sala 214.

Haverá algum tempo em que as fogueiras se apaguem definitivamente? No dia 31 de janeiro, os estudantes do 3.º ano de Teatro provam que o eco desse grito ainda não silenciou.

Diz-se que recuamos ao tempo das bruxas, mas a verdade é que nunca de lá saímos. Em "Malícia Insaciável", o corpo feminino deixa de ser carne para se tornar campo de batalha. O projeto, desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Produção IV - Projetos Independentes, desenterra a obra de Caryl Churchill para confrontar uma sombra que se transfigura, mas persiste: o medo da autonomia feminina.

Sinopse

Nesta reinterpretação da obra de Caryl Churchill, recuamos ao tempo das fogueiras para descobrir que as cinzas ainda estão quentes. "Malícia Insaciável" não é apenas um relato sobre o passado; é o eco de um grito que atravessa séculos.

Aqui, o corpo feminino é o campo de batalha. Entre o linho das vestes e o barro da terra, as mulheres são encurraladas pela sombra do preconceito — uma sombra atemporal que se transfigura, mas nunca desaparece. Ser pobre, ser livre, ser velha ou ser desejada torna-se o pecado capital numa sociedade que confunde autonomia com bruxaria e resistência com maldade.

Damos corpo e voz às torturadas: as que caíram pelo punho do patriarcado e as que se perderam no olhar julgador de outras mulheres. É um cântico sobre a submissão imposta e a dignidade roubada, onde a "malícia" não reside no íntimo das acusadas, mas na fome insaciável de um sistema que precisa de bodes expiatórios para sobreviver.

Uma peça que desenterra a dor para semear a justiça, lembrando-nos que, enquanto houver silenciamento, a caça às bruxas ainda não terminou.

 

Ficha Técnica

Direção de Cena e Produção:

André Barros

Operação e Design de Som:

Catarina Lima

Interpretação:

António Loureiro
Clara Zamorano
Inês Azevedo
Laura do Vale
Valéria Calabro

Operação e Design de Luz:

Gonçalo Branco

Figurinos:

Ana Margarida Félix

Este espetáculo foi uma criação coletiva


Docentes Departamento de Teatro:

Ana Figueira, António Durães, Bernardo Bento, Berta Cardoso, Bruno Pereira, Carlos Meireles, Carlos Neves, Carlos Pinheiro, Carina Gaspar, Carolina Lyra, Carolina Sousa, Catarina Costa e Silva, Catarina Lacerda, Cátia Barros, Célia Capelo, Claire Binyon, Cláudia Marisa, Dimitrios Andrikopoulos, Diogo Franco, Élio Silva, Emerenciana Lopes, Filipa Martins, Filipe Silva, Hélder Maia, Inês Lua, Inês Vicente, João Fontes, João Martins, João Matos, Jordann Santos, Jorge Vasconcelos, Júlio Cerdeira, Letícia Santos, Luís Cunha Ferreira, Manuela Brito, Manuela Bronze, Maria João Castro, Maria Luís França, Marta Silva, Mónica Melo, Nuno Meireles, Patrícia Pescada, Paulo Machado, Pedro Cabral, Pedro Leitão, Pedro Pinto, Pedro Soares, Rafael Maia, Regina Castro, Renata Gaspar, Rita Reis, Rodrigo Malvar, Rui Damas, Rui Lima, Sandra Preto.

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