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Publicado em: 13 Maio 2025

Aula Aberta: Estética e Hermenêutica II com Nuno Atalaia

16 de Maio de 2025, às 15h00, no Pavilhão 1.

UNA VOCE POCO FA: DA PRODUÇÃO VOCAL E OS SEUS DISPOSITIVOS
Aula aberta com Nuno Atalaia
Estética e Hermenêutica II

Na próxima sexta-feira, 16 de maio de 2025, às 15h00, a ESMAE recebe no Pavilhão 1 o investigador Nuno Atalaia, convidado da aula aberta “Una voce poco fa: da produção vocal e os seus dispositivos”, integrada na unidade curricular Estética e Hermenêutica II. A sessão parte de uma interrogação provocadora — é possível uma voz qualquer? — para propor uma genealogia crítica da produção vocal, entendida como um plano discursivo onde se cruzam corpos, símbolos, tecnologias e sistemas de saber.

 

Mesmo o tematizar da voz enquanto voz ou, se quisermos, “vocalidade”, não garante qualquer restituição de sentido ao fenómeno da unidade [unicitá] da voz, se não houver a prudência e a paciência de desmoronar o filtro metafísico que nos bloqueia a sua escuta.

Adriana Cavarero, A piú voci: filosofia dell’espressione vocale

O que é particular à voz é que, enquanto força que flutua por sobre o mundo e o que os humanos dele fazem, está especificamente posicionada para ser utilizada enquanto força disciplinante que, simultaneamente, facilmente revela os limites de tal processo.

Ana Maria Ochoa Gaultier, Aurality: Listening and Knowledge in Nineteenth-Century Colombia

 

É possível uma voz qualquer? O que poderia fazer? Como a poderíamos fazer?

Nesta aula aberta abordaremos a temática da voz, dos seus significados e da sua articulação de significantes, através de uma genealogia de problemáticas da produção vocal. De inspiração foucauldiana, a produção vocal é concebida como um plano discursivo, composto de elementos heterogénios (corpos, objectos, textos, símbolos e tecnologias) que se vão historicamente rearticulando em diferentes dispositivos vocais hegemónicos. Seguindo a temática da modernidade e das suas permutações, o seminário propõe uma sequência de polémicas assentes no debate de quatro dispositivos vocais: a voz-ideia (pré-modernidade), a voz-indivíduo (modernidade), a voz-fetiche (pós-modernidade) e a emergência do dispositivo voz-disforia (hiper-modernidade).

Afastamo-nos, por isso, da pergunta “o que é a voz?” para uma meditação criativa em torno do que uma voz pode fazer.

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