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Publicado em: 19 Janeiro 2026

MATS LAB 2026 - Invasões

30 de janeiro, com sessões às 15h00, 16h30, 19 h30 e 21h00, no Teatro Helena Sá e Costa.

MATS LAB 2026 - INVASÕES

No dia 30 de janeiro de 2026 (sexta-feira), o Teatro Helena Sá e Costa (THSC) acolhe o MATS Lab 2026 – INVASÃO, uma mostra dedicada a instalações sonoras criadas por estudantes do Mestrado em Artes e Tecnologias do Som (MATS) da ESMAE, no âmbito da UC de Laboratório de Criação. O evento terá 4 sessões abertas ao público: 15h00, 16h30, 19h30 e 21h00. As obras apresentadas invadem os espaços do THSC desafiando o público a relacionar-se com as experiências sonoras propostas. Cada instalação resulta de um processo criativo colaborativo que alia arte, som e tecnologia, refletindo a essência experimental e interdisciplinar do MATS.

Entrada gratuita pela Rua da Alegria, 503 (Até ao limite da lotação da sala)

 

ON STAGE/NO STAGE
João Pereira, Marta Oliveira, Teresa Sampaio

Numa reflexão em torno do processo criativo e das linhas que separam o público, a fase de produção e a obra terminada, o palco do Teatro Helena Sá e Costa é invadido por objetos alusivos aos espaços escondidos onde se fabricam as performances e mentiras que se observam no palco. Objetos preparatórios, ideias que ficam para trás e processos de montagem ganham aqui um novo destaque e simbolismo, num gesto que amplifica as inquietações, mentiras e perversões inerentes à criação, além de tornar difusas as linhas entre passado, presente e futuro, preparo e finalização, público e obra, autenticidade e performance.

ALEGORIAS DA EMPATIA
Ricardo Martins, Tomás Camanho, Veslemoy Holseter

Em Alegorias da Empatia, propõe-se que a verdade reside em nós quando nos permitimos estar plenamente presentes no momento, observar e escutar a nossa realidade atual. O público é confrontado com uma caverna anti-platónica, onde a luz e o som são projetados para o interior, revelados através da entrada do subpalco em forma de caverna do Teatro Helena Sá e Costa.

A espacialização e a exploração da instalação refletem os limites e as possibilidades do nosso espaço e da nossa verdade. Quantas cavernas verdadeiras nos rodeiam? O que significa ultrapassar os limites do nosso medo e observar a nossa verdadeira realidade? Perceber que o nosso espaço não está assim tão distante do espaço do outro; esta realidade do sensível verdadeiro. Definir que alcançamos a realidade em determinado momento é o medo da vida a viver por si própria, no concreto — penso, logo existo.

Podemos compreender mais sobre nós próprios quando somos capazes de escutar os ecos da caverna que sussurram de volta, respondendo aos nossos pensamentos.

Ilusão, verdade, realidade, fuga e empatia são as palavras-chave que ligam as alegorias desta caverna.

Quando entramos, já não somos os mesmos quando saímos;

"Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem."

Heráclito

MATRIARCA
João Veludo, Miguel Freitas, Gonçalo Baptista

Matriarca é uma instalação sonora imersiva concebida para o backstage do Teatro Helena Sá e Costa, transformado aqui numa grande black box, um espaço suspenso entre o real e o ficcional. A instalação parte de um cenário imaginado: após um apocalipse silencioso, a ESMAE torna-se um lugar abandonado. Um grupo de sobreviventes atravessa os corredores e encontra, escondida no escuro, uma sala onde a natureza voltou a ganhar forma. Entre o silêncio, um rumor cresce novamente na sombra: a Matriarca acorda.

 

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