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Sexta, 13 de julho


17h00Chá das Cinco - Peça para quatro amigas mais uma que nunca mais chega - Terraço do "La Vie"

PERFORMANCE, CIRCO

O presente, o aqui e o agora, aquando do bebericar e do desfrutar da essência da infusão. Mas, ao contrário do que se espera, a paz não acontece. E a utópica calma do chá contrapõe-se às ansiosas situações e imprevistos que dele vão surgindo – a água que nunca mais aquece, o chá que nunca mais está pronto e a amiga que nunca mais chega.

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)

 


 

19h00Patty Diphusa - Sala Verde | ESMAE 

MÚSICA, TEATRO

Leitura encenada/ musicada a partir de excertos de "Patty Diphusa" de Pedro Almodóvar (traduzidos por Pedro Tamen)

"Chamo-me PATTY DIPHUSA e pertenço aquele tipo de mulher que protagonizam a época em que vivem. Profissão? Sex-symbol internacional ou estrela internacional do porno, como lhe queiram chamar. Como nunca durmo, tenho muitas coisas para contar e fui convidada pelo director de uma revista pós-moderna a relatar as minhas memórias  - é claro que aceitei! Eu sou a pura actualidade. Eu sou uma rapariga que não teme o prazer e sim, estou disposta a abrir-lhes o meu coração. Porque uma sex-symbol internacional também tem coração.

Forjada no auge dos anos 80, Patty foge da solidão e de si mesma e fá-lo com muito humor e bom senso, reflectindo a eufórica vida madrilena e expressando a seu modo, uma visão critica, cruel e comovente."

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)

 


 

 21h30La Petit Mort - Esplanada do Café Concerto Francisco Beja

TEATRO

Num mundo onde tudo é percetível e nada se sente, La Petite Mort, nasce da urgência de repensar as relações e em repensar a comunicação, cada vez mais fragmentada e rotulada, sendo possível resumi-la em smiles, gifs divertidos e hashtags.

Vivemos isolados nas nossas bolhas individuais e, em conjunto, vivemos em bolhas coletivas, onde somos apenas pelo que nos diz diretamente respeito. Somos bombardeados por notícias ada vez mais surreais, que vêm inflamadas com pedidos que nos infetem com pedidos de socorro, que ignoramos e que não permitimos que nos infetem, pois já deixámos contagiar pela apatia e indiferença. 

Precisamos de um momento para pararmos, num mundo que nos impede de o fazer, num mundo em constante mutação e em que, se nos desligarmos por que seja, perdemos a nova tendência. Um momento para olharmos para nós mesmos e após este mergulho, olharmos para nós mesmos e após este mergulho, olharmos para os olhos do outro, não como quem apenas vê, mas como quem também quer escutar. 

É um espetáculo construído a partir de memórias - individuais e coletivas - , de crenças, e de bonitas partilhas. É um espetáculo que morrerá em cena, e cuja morte esperemos que afete quem a ele assista; e que o silencio que esta morte impõe ecoe por entre as bolhas.

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)

 


 

21h30 - Tu Disseste - Sala 213 | ESMAE

TEATRO

B- Estou apenas a dizer que cada um dá de beber à dor seja com água ou gasolina.

A- Mas o que é que estás para aí a dizer?

 

O que dizem estas duas personagens? De onde vieram? De que é que falam? Não sei! Ouço-as a falar, a falar, a falar e a falar. Falam do tempo, falam do espaço, falam da dor, contam histórias...

Observando-as com uma detalhada atenção, parecem-me dois vilões de um filme. Um filme de verdades impuras. 

Sente-se a tensão no ar, aquela comichão chata no nariz.

Estes dois já tramaram ou ainda vão tramar.

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)

 


 

22h30Fedra – O Musical - Café Concerto Francisco Beja

TEATRO MUSICAL

A partir da obra de Racine, e a partir também de alguns retalhos de Eurípedes, Fedra chega-nos inesperadamente como uma flecha do cupido. Uma obra onde o amor é o mote de todo o caos individual, social e mundial. 

É-nos apresentada também uma inovação nas histórias de Racine e Eurípedes: a Cidade Branca. Um local fictício onde o humano pode fugir para perder a capacidade de amar. Um local de paz, portanto.

Agora coloca-se a questão: Fugir ou Amar?

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)

 


 

22h30 - A Máquina - Feira do Livro de S. Bartolomeu (Molhe em Festa - Foz do Douro)

PERFORMANCE, INSTALAÇÃO

A máquina é uma performance que conta a história de um ser imaginário que constrói uma máquina para armazenar memórias. Acredita que, desde a criação da sua primeira recordação, tudo é verídico e que não há possibilidade de sofrer alterações, até ao momento em que descobre uma pequena falha numa memória de infância. Então, tudo muda quando tenta reparar essa mesma falha. Descontrolando-se, sub-carrega e destrói a própria máquina e, com ela, todas as memórias, apagando-se da história. Antes de desaparecer por completo, luta para encontrar uma forma de voltar a reiniciar a máquina.

(Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo)