Na próxima sexta-feira, dia 26 de setembro, terá lugar no Teatro Helena Sá e Costa (THSC) uma sessão educativa aberta à comunidade ESMAE, orientada por Ana Freijo. O encontro insere-se no âmbito do espetáculo Auto do Fidalgo Aprendiz, de D. Francisco Manuel de Melo, apresentado pelo Musurgia Ensemble em colaboração com a Companhia NAVIO.
Nesta sessão, a primeira jornada do auto é transformada numa experiência pedagógica, em que o público é convidado a acompanhar a aprendizagem do fidalgo D. Gil Cogominho. Com a mediação da professora Ana Freijo, que sobe ao palco ao lado das personagens, esta proposta procura abrir novas leituras sobre o texto e a sua encenação, revelando o potencial formativo e artístico da obra.
Sinopse:
Na próxima sexta-feira, dia 26 de Setembro, o Auto do Fidalgo Aprendiz, de D. Francisco Manuel de Melo, será transformado numa jornada pedagógica, quer para os estudantes, quer para a nossa personagem principal, o fidalgo D. Gil Cogominho. Venham assistir à representação da primeira jornada do auto, onde aprenderemos esgrima sem espada, dança sem música e poesia sem declamação... Mas será isto possível? Ana Freijo, a nossa guia nesta sessão especial, subirá ao palco, ao lado de D. Gil e dos seus mestres, para ajudar-nos a perceber esta curiosa formação.
Sobre o Espetáculo - Auto do Fidalgo Aprendiz:
Depois de uma época onde a ascensão social e económica da burguesia tinha começado a fazer parte mais regularmente do tecido cultural europeu, começam a aparecer, também no mundo do teatro, a representação burlesca e satírica – típica do teatro vicentino – dos homens e mulheres que almejavam esta ascensão, usando desde os altos e aveludados chapins até aos mais grãos modos de ser, estar e fazer cultivados pelos nobres e pela realeza.
A Musurgia – Associação Cultural, em conjunto com o NAVIO: Núcleo Artístico de Vontades Inusitadas e Outras, apresentam uma coprodução do Auto do Fidalgo Aprendiz onde dialogam a dramaturgia contemporânea e a estética do teatro e da música ibérica barroca. Numa constante e atarantada troca de personagens e de estilos de representação, um conjunto de engenhosos saltimbancos, a mando de Alfonso, edificam um embuste contra Dom Gil Cogominho, o fidalgo, que inocentemente tropeça entre xácaras, chacones e pavanas.
Nestas disputas de hierarquia social – tão engenhosamente intrincadas por D. Francisco Manuel de Melo – onde o dinheiro e os modos batalham desde os mais evidentes estatutos até às mais humorísticas subtilezas, uma questão persevera desta crítica de costumes e da ilusão das subidas ao poder: Qual é, afinal, a verdadeira farsa: a cilada ou o fidalgo?
Jorge Luís Castro
THSC: www.thsc.pt


